Biografia

Estivesse vivo, Evaldo Braga completaria 65 anos em 28 de setembro de 2010. Não está mais entre nós, sua obra ficou. Morto prematuramente aos 25 anos de idade em um acidente, teve existência, obra e morte marcadas pelo trágico.

Nascido na cidade fluminense de Campos dos Goytacazes, foi criado no SAM ( posterior Funabem- Febem). Nunca conheceu seus pais. Infância parecida com milhares de outras. Sua vontade foi sua diferença.

O desejo pela fama sempre o acompanhou. Mantinha, ainda na Funabem, uma disputa com um colega seu: um dizia que ia ser um cantor famoso. Outro, que ia ser um jogador de futebol famoso. Esse colega era Dario Peito de Aço, o Dadá Maravilha.

Sua evidência transformou sua história de vida pregressa em uma lenda, que proporcionou ao cantor uma experiência bem diferente do que a que ele já conhecia. Nesse momento sobravam mães em sua vida. Por onde passava, apareciam novas progenitoras. Procuravam-no em suas apresentações públicas. Apenas uma das mulheres que o procurou com essa finalidade o abalou.

Evaldo, mesmo campeão de vendas, sentia-se inseguro. Queria reconhecimento. Que todos aceitassem seu sucesso. Irritado com as críticas que recebia, queixava-se com amigos: "- Olha aqui. O cara diz que não canto nada, né? Manda ele ver quantos discos eu estou vendendo. Diz pra ele." Chegou a afirmar em um jornal "Não faço música para a elite. Gravo para os que moram na Zona Norte, que entende as minhas músicas."

Sua vida e as dificuldades que enfrentou até aquele momento da caminhada estão em suas músicas. "As minhas músicas estão inspiradas, quase todas, nesse tempo de luta e de sofrimento Elas espelham exatamente o que passei, que é, na verdade, o que muitos passam. Isso explica porque meus discos vendem".

Morreu no ano mais promissor, segundo ele mesmo, de sua curta carreira. Em um acidente de carro na antiga BR-3 em trecho próximo ao município de Três Rios, no estado do Rio, Evaldo pôs fim a sua vida. Deixou uma legião de fãs desconsolados. O Cemitério S. João Batista na cidade do Rio de Janeiro, lotou. A comoção teve que ser contida com o apoio da tropa de choque da PM local.

Evaldo era superticioso. Não andava sem uma espécie de guia enrolada em sua mão direita. No dia de sua morte, uma fã havia lhe arrancado a tal guia.

Ver também:

Dicionário Cravo Albim de Música Popular Brasileira
Wikipedia